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Esses tempos eu estava pensando sobre o que escrever e me veio à mente uma dúvida que poderia dar pano para manga. A Formula 1 vale o que custa?
Recentemente publicamos uma notícia na qual o presidente da Volkswagen, Ferdinand Piech, dizia que à sombra dos atuais fatos que circundam a Formula 1 - entenda-se caso Max Mosley - investir 300 milhões de euros por ano nela seria o mesmo que jogar dinheiro fora. Vendo também o Grupo Magma desistir de comprar a Super Aguri, a impressão que tenho é de que ninguém sabe ao certo a resposta para essa pergunta. Tá bom, vá lá, pode ser que neste caso eles tenham resolvido esperar para ver se a Toro Rosso do Matechitz é mais negócio, mas ainda assim penso que a Formula 1 tem andado meio sobre-valorizada de uns anos para cá, e que isso gera uma ciranda sem fim de patrocinadores que chegam e se vão.
Para tornar o espetáculo mais interessante, vem sendo criada uma aura de boatos em torno do paddock, de onde partem notícias e fofocas cuidadosamente elaboradas com o único objetivo de valorizar o circo como um todo, mesmo que não hajam estrelas suficientes para isso. Vamos pegar o Fernando Alonso para explicar melhor. Especula-se que em 2009 ele possa permanecer na Renault, ou então partir para Ferrari, Toyota ou BMW. Evidentemente que ele só poderá fazer uma dessas coisas, mas sua imagem de piloto-top-pop-star acaba valorizando diversas equipes, além, é claro, deste pseudo-artigo conspiratório aqui.
Outro exemplo? Tudo o que se relaciona à Formula 1 é caro, mas a criação de um novo carro durante a pré-temporada de inverno é especialmente complicada, afinal de contas uma equipe vencedora pode perder uma temporada inteira - e alguns patrocinadores - por consequência de um eventual carro mal nascido. Apesar disso, as equipes se esforçam e vendem suas almas em troca de alguns milhões de euros proveninentes de investidores com dinheiro e fé suficientes para pagar pra ver. Para garantir uma "segunda chance" às equipes caso as promessas iniciais não se concretizem, foi criada uma distinção chamada "etapa européia", uma espécie de recomeço onde todas as equipes fazem novas promessas e todos ficam na espectativa de tempos melhores - inclusive os patrocinadores. É o famoso "me engana que eu gosto".
No próximo dia 27 começa a tal etapa, e poderemos ver algumas dessas profecias se realizando entre tantas outras máscaras caindo. A partir daí não tem mais jeito, os boatos seguem movendo os bastidores, só que agora na força bruta mesmo. A dança das cadeiras dos pilotos recomeça com força total e novamente 11 equipes, 22 carros e milhares de envolvidos voltam a ser adornados por meia dúzia de pilotos.
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